/Formação

30/jul/08 por Bob Ferraz

Produto de Exportação: Diego Curvêlo

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1) Faça uma trajetória da sua carreira até hoje.

Fiz faculdade de Jornalismo na UFPB e curso de direção e produção de vídeo na ESPM. Aos 19 anos e no 2º período da faculdade, comecei a trabalhar no rádio fazendo um programa de humor aos sábados e domingos, na Arapuã FM, em João Pessoa. Anos depois, já em Recife, tive programas na Transaméria e Rádio Cidade.

Em João Pessoa, comecei estagiando aos 20 anos na extinta Hall Comunicação, onde tive a oportunidade de trabalhar com o diretor de atendimento e planejamento Wilbur Holmes Jácome e o diretor de criação e redator Mauro Alencar. Após 4 anos na Hall, como estagiário, redator e depois dir. de criação, fui convidado por Túlio Ramiro, ex Propeg, MCI e Martpet, para assumir a dir. de criação da sua nova agência: YO!Brasil. Passei um ano maravilhoso na YO!, evoluindo com o apoio de grandes profissionais e conhecendo melhor o mercado de Recife.

Em seguida, trabalhei como redator na OEM Comunicação, onde aprendi muito, em pouco tempo: durante três intensos meses. Na seqüência, voltei à YO!Brasil, onde tive a sorte de começar a ganhar alguns prêmios, a oportunidade de participar de uma campanha política e, por fim, ser convidado para trabalhar como redator e rtvc na YO!Brasil/Mais Visual, em Luanda-Angola, onde estou há dois anos e meio.

2) Quais foram as maiores dificuldades que sentiu quando chegou?

Além da falta de infra-estrutura da cidade, do trânsito louco, da poeira, dos cortes de energia e de água, sem dúvida o meu maior desafio foi entender os costumes, hábitos, manias, anseios e sonhos de um povo tão sofrido e ao mesmo tempo tão alegre. Bastante parecido com o povo brasileiro, mas diante de uma realidade repleta de dificuldades ainda maiores. Pra entender tudo isso eu mergulhei na música Angolana. Aliás, se você quer entender um povo, escute a música dele. Passei os primeiros três meses “sobrevivendo”, mas depois que eu consegui enxergar tudo melhor, respirar e sentir a verdade da mãe África, passei a “viver” e não mais sobreviver.

3) E as oportunidades?

A propaganda em Angola ainda está dando seus primeiros passos, mas caminha com velocidade. O mercado não têm muitas agências. É quase impossível vir pra cá por conta e risco e tentar entrar em uma agência. Só sendo convidado mesmo. Acredito que a indicação é a única forma de entrar no mercado Angolano. Aqui têm publicitários de toda parte do mundo: Brasil, Espanha, Portugal, França, China, etc.

4) Uma curiosidade.

O primeiro jingle que eu escutei foi de um refrigerante. Não vou citar o nome. Mas o curioso é que a letra do jingle, nada mais era, que o nome do produto sendo cantado repetidamente. E pasmem: na assinatura do fonograma o locutor dizia: “Refrigerante Nonono...”. Quando eu pensei que ia escutar o slogan do produto, o locutor completava: “... Refrigerante Nonono!”.

5) O maior desafio.

Emocionalmente foi conseguir lidar com a saudade da minha noiva, da família, dos amigos, da comida, do meu país, da minha cidade. Profissionalmente foi aprender e entender as diferenças da “lingua portuguesa angolana” e, assim, criar conceitos claros, objetivos e que conseguisem seduzir, surpreender e envolver um povo de uma cultura diferente. Graças a Deus e ao apoio dos colegas de profissão e amigos, Túlio Ramiro e Flávio Rocha, consegui superar estes dois grandes desafios.

6) O que o mercado nordestino pode aprender com esse mercado?

Acho que a coisa mais importante que a gente pode aprender aqui é o exercício da tolerância e da paciência. Estamos acostumados a resolver tudo de forma rápida, mas aqui não funciona.

7) O que esse mercado pode aprender com o nordestino?

A primeira coisa que um profissional tem que enteder quando chega aqui é o seu compromisso em contribuir para o desenvolvimento do país. Partindo deste princípio, toda informação ou conhecimento partilhado já é uma grande contribuição. Mas algo que o mercado daqui aprende constantemente com os nordestinos é a agilidade e o dinamismo. Mas isso não é novidade, né? Até mesmo no Brasil os nordestinos são conhecidos por esses diferenciais.

8) Já pensou em desistir e voltar?

Estou voltando dia 06 de agosto, mas não desisti! Vou continuar criando e atendendo os clientes daqui, porém estando no Brasil. Devo voltar a Angola a cada 3 meses.

9) O que os diretores criativos daí querem ver nas pastas?

O humor é um ótimo aliado para quem quer surpreender. Num país com tantas dificuldades, a alegria e as cores vivas acabam chamando atenção e abrindo muitas portas. Mas isso não quer dizer que o portfólio do cara só deve ter peças com este perfil.

10) Três conselhos para quem deseja seguir os seus passos.

Primeiro: estar sempre se capacitanto, se atualizando, lendo, viajando, estudando, pesquisando e, principalmente, empreendendo. Dessa forma qualquer profissional passa a ter matéria-prima para desenvolver novas ações, peças ou conceitos surpreendentes. Segundo: trabalhar com ética e comprometimento com resultados absolutos. Terceiro: ter sempre mais de uma meta ou objetivo de vida, seja pessoal ou profissional. Quem não sabe onde quer chegar, acaba se perdendo.

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