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07/jan/10 por Bob Ferraz

Os explorados e mal pagos – Por Edison Martins

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Quer ouvir uma verdade de alguém que já foi estagiário, assistente, redator, diretor e é sócio da agência? Que já foi balconista de padaria, operário de fábrica de gaiola (essa é uma mancha no meu curriculum junto ao Greenpeace, mas eu era criança – exploração de trabalho infantil), vendedor de loja de sapato nos turnos das noites de natal, etc e tal? É verdade: os publicitários estão sendo explorados e mal pagos. Só que, lamento informar também, isso é só uma parte da verdade.

Faça um exercício: pegue notícias de 10 anos atrás e vejam quem eram os bem sucedidos e conseqüentemente mais bem pagos. Veja como eles mudaram. Mudaram eles, mudou o mercado. As verbas se dividiram e o número de agências e profissionais se multiplicou. Há 15 anos se formavam 70 por ano, hoje são 700. Dos 70, talvez uns 35 conseguissem emprego. Hoje, uns 200. E 200 ganhando menos. Fazer o quê? Acontece nas melhores agências e menores famílias. Anime-se! Eu também estou ganhando menos do que em tempos áureos.

Agora vamos falar de amor pela profissão. Você tem? E tesão, tem também? Pois é, isso facilita. Se tiver e juntar com talento pode apostar que vai ganhar mais com o tempo. Na empresa que você está ou em outra que pode pagar melhor e que está ávida por pessoas que ajudem ela a encantar mais seus clientes. Eu conheço muita gente que ama o que faz e, dessas, uns venceram e outros não. Mas não conheço ninguém, nem unzinho só, que venceu sem amar o que faz. Então, pare de reclamar do salário e da labuta que não vai adiantar.

Divirta-se com a ralação e grana. Ou se prefere moleza, não tem problema. Só não passe nem perto das agências legais, que fazem trabalhos bacanas, daquelas que você é louco de vontade de trabalhar, porque todas, sem exceção, se matam e matam um pouco suas equipes pra tentar fazer algo melhor e além dos limites. Mas pense nisso como sexo: dá trabalho pra conquistar, cansaço e suor pra fazer, mas um prazer danado no fim das contas.

E se você também não ama tanto a profissão assim, novamente tudo bem. Aproveita o nome da site pra inspiração: de GogoJob, que tal ser gogogirl ou gogoboy? E veja que coincidência: também dá muito prazer e pouco dinheiro.

Edison Martins é sócio-diretor da Martpet Comunicação (Recife-PE).

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11

Comentários

  1. Autor:
    Rodrigo
    Data:
    12/mar/09
    Hora:
    11:24

    "Sofro de ejaculação precoce. Vivo gozando da minha profissão."

  2. Autor:
    Henrique Abreu
    Data:
    12/mar/09
    Hora:
    18:28

    Belo texto meu querido!

    Aquele abraço,

    H

  3. Autor:
    Cleyton Cabral
    Data:
    13/mar/09
    Hora:
    15:36

    Que texto bacana, Edison! Abração.

  4. Autor:
    Rodrigo Meyer
    Data:
    31/mai/09
    Hora:
    10:13

    É a segunda vez que leio este texto e, coincidentemente, hoje é um domingo e estou na agência. Trabalhando. É a segunda vez que agradeço por ter lido. Parabéns: pelo texto e atitude.

  5. Autor:
    Jesiel
    Data:
    07/ago/09
    Hora:
    7:45

    Bom ler esse texto hoje, logo hoje que é aquele dia de esticar do horário.
    Bom humor e paixão é sempre muito bom.

  6. Autor:
    renato fagundes
    Data:
    08/jan/10
    Hora:
    14:57

    Discurso velho e surrado. O pior é que tem gente que ainda elogia. Trabalhar além do horário, sábado e domingo, tudo bem, contato que seja pago com as devidas horas extras ou repostas pelo banco de horas.

  7. Autor:
    Dani
    Data:
    11/jan/10
    Hora:
    11:49

    Sempre fui explorada, humilhada, mal paga e nem por isso deixei de correr atrás dos meus objetivos. Só acho que, além dos profissionais aprenderem a cobrar o preço justo pelo trabalho, o mercado poderia tratar a situação de forma diferente e reconhecer quem "se mata" pra garantir a boa imagem da agência e o sucesso do cliente, assim seria evitada a prostituição tão comentada por todos. É chato concordar, mas ficou fácil demais dizer que as agências não tem condições de pagar bem, justificativa que só reforça o lado negativo da atual publicidade, pelo menos em Pernambuco.

  8. Autor:
    cado
    Data:
    26/jan/10
    Hora:
    19:47

    Rapai, se fosse um diretor de arte ou um estagiário discursando isso, eu até seria convencido, mas patrão com esse discurso é lasca. Amo publicidade (apesar de estar em veículo nesse momento), mas eu prefiro ser valorizado, trabalhar minhas 8 horas, fazer o que eu gosto e ganhar bem por isso.

  9. Autor:
    Carlos Bombonera
    Data:
    25/ago/10
    Hora:
    14:10

    Cara, trabalhar até mais tarde é ótimo quando você se envolve numa campanha boa e junto a ela é reconhecido, mas fazer isso sempre e pensar que tal ato o tornará um grande profissional, isso é balela. E se você julga necessário fazer isso como merecimento de um futuro próspero, faz uma gentileza, divida por igual o seu lucro com os seus funcionários dedicados. Isso mesmo, os caras que você diz ser dedicado, só merecem um: “valeu cara!” seguido de um tapinha nas costas? Velho, seja honesto com você mesmo. Dedicação é uma coisa, discursozinho medíocre querendo convencer um povo calejado de ser explorado e mal remunerado chega a ser falta de vergonha na cara. Você sabe o que é ter família? Sabe o que é chegar em casa e ver todo dia seu filho dormindo? E ele doido pra lhe contar como foi o dia dele, espera você até altas horas e nada? Conhece o que é ter uma família e saber que vai chegar tarde porque se não pode ser demitido e se queimar com o chefe, pois não trampou até altas horas? Na boa, você acha isso bonito? Velho, reveja seus conceitos de felicidade e trabalho. Melhor tenha filhos, alguém que ame você mais do que você ama seu trabalho. E mais, seja legal com seus “guerreiros” e divida a glória (dinheiro).

    Abraços, Sucesso

  10. Autor:
    Carlos Bombonera
    Data:
    25/ago/10
    Hora:
    15:26

    Isso me fez lembrar esse vídeo. Vale a pena sacar!

    http://www.youtube.com/watch?v=VU8EzUsChyo&feature=player_embedded

  11. Autor:
    Djaina freire
    Data:
    22/abr/13
    Hora:
    9:20

    Carlos bombonera curti o seu comentário a respeito desse texto e assino em baixo! Eu também sou contra esse pensamento medíocre e comodista de aceitar essa realidade que é posta goela abaixo, como forma de imposição sem a chance de escolha por medo de repressão. Amo a minha profissão e não concordo com a "prostituição" dela não sou comodista a esse ponto e acredito ainda que valorização é o melhor caminho!

    Abs.

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